Adelaide Amorim é carioca por
nascimento e convicção.
Ser escritor ou exercer alguma
arte no Rio é quase uma conseqüência natural, pela beleza das paisagens, da
arquitetura, pela riqueza e pluralidade das pessoas que a habitam. Ser
carioca é por si só uma experiência estética - um tipo de experiência que
não se vive impunemente.
Umbigo do Sonho reúne contos meio fora de tom:
histórias um pouco estranhas, personagens esquerdos, visões francamente
oníricas ou narrativas que às vezes sugerem mais do que positivam um
acontecimento. Tem aquela gratuidade meio abusada dos sonhos. Sonho não se
explica, mas deixa de alguma coisa que está aquém das palavras e mesmo assim
se insinua na memória como um resto. Complicado? Que nada. Freud explica.
Como se livrar de Glória? Se é verdade que
quase todo mundo tem uma Glória em sua vida, também é verdade que quase todo
mundo tem uma Glória dentro de si: um ponto de tensão, o inadequado, o
momento contraditório do que não se queria ser ou dizer, e que no entanto
existe e é dito. Aquilo que não sai bem na foto. Glória é o que está conosco
e é contra nós.
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ONDE ENCONTRAR:
No Rio de Janeiro
- Livraria Leonardo Da Vinci Av.Rio Branco, 185 - subsolo
Ed.Marquês do Herval - Centro - Rio
No Paraná
- Livraria Bom Livro Londrina
Em Ouro Preto
- Livraria Estoque das Artes Rua Getúlio Vargas - Bairro
Rosário
Em Mariana
- Livraria Crisálida
Praça Gomes Freire, 116, Centro
O tema é delicado. Envolve um tipo de relação humana muito rica e difícil, em que um ou dois adultos resolvem assumir como filho alguém cujos pais não quiseram ou não puderam criar. Mas é também importante e necessário, já que pode ser a oportunidade de resgatar o que se considera o fator maior para o equilíbrio psíquico e afetivo de uma criança.
Não vou falar do ato legal e burocrático, quase sempre cego e surdo ao coração, necessário, mas dependente do tipo de racionalidade de quem interpreta os fatos e lida com o texto da lei. Também não se deve esquecer que há manipulações nesse ato, e que o próprio pretendente à paternidade/maternidade pode esconder interesses bem distantes – e até contrários – daqueles do menor que está reivindicando.
Mas a adoção consciente, feita por pessoas que querem dar um destino digno a seus próprios sentimentos e transformar alguém em um filho, é um dos atos humanos mais próximos da idéia de Deus que temos em nós. Nada e ninguém obrigam a isso, e no entanto há quem assuma esse compromisso para toda a vida, diferente de todos os outros; um compromisso mais pesado e mais doce que um casamento, de resultado incerto – e mesmo assim, quem não desanimou e persistiu até conseguir realizar o que desejava, e enfrenta tantas dificuldades até abrir o espaço necessário para que o pequeno estranho seja transformado em filho pelo amor e pelo desejo só pode ser gente da melhor qualidade, dessa que salva e redime o resto da humanidade.
Ninguém é obrigado a isso, no entanto. Há quem prefira gerar embriões que serão congelados e na melhor das hipóteses prover a medicina de células-tronco. Um destino útil, sem dúvida, mas não a vida do jeito que a conhecemos e experimentamos. Há outras fontes de células-tronco, que agora a ciência já consegue duplicar artificialmente.
Acredito que todos temos em nós essa potencialidade de ser pai ou mãe. Se por algum motivo ela não se concretiza num filho biológico, e diante de tantas crianças órfãs, abandonadas e maltratadas pelos pais, é quase instintivo que se procure aproveitar esse espaço para tirar um ou mais desses menores do estado de abandono, dar a eles um futuro digno e uma chance de felicidade.
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Recado
Queridos, saudade danada.
Sem meu querido pecezinho, longe de casa, no desterro de um mar incrivelmente verde e sem a tecnologia salvadora que faz sumirem as distâncias, quero agradecer muito o carinho dos comentários. É doce morrer no mar, mas às vezes é difícil viver nele.
Tou levando fotos que partilho com vocês assim que chegar ao Rio. Não há mar que me faça esquecer de vocês.
Essas palavras sempre me fazem lembrar de tanta gente!
Amigos que curtimos durante meses, anos, e que se desencontraram da gente, foram pra longe, mudaram de vida. Amigos que se foram e que não veremos mais senão em retratos que sempre nos emocionam, nos recados, dedicatórias, cartas e bilhetes escritos com sua letra.
Gente que cresceu junto, gente da escola, da faculdade, colegas de trabalho que foram bons encontros em nossa vida. Outros que conhecemos sem outro motivo que o acaso e se tornaram tão importantes. Sem falar nos que nunca deixamos de encontrar, felizmente, ainda que sem muita freqüência, mas que viraram presenças certas, contatos de nossa alegria.
As amizades virtuais existem, que bom, e, como as outras, são de tipos variados. Algumas se tornam queridas presenças reais, outras ficam distantes mas sabemos das afinidades, do carinho que representam – e como gostaríamos de poder abraçá-los ao vivo e em cores.
O Umbigo está entrando de férias. Serão um pouco demoradas, por motivos que seria longo enumerar agora. Vamos dizer que é preciso renovar e mudar de ares de vez em quando. Mas as férias acabam um dia.
A porta vai ficar sem chave, para quem quiser matar um pouco o tempo revendo o peixão, ler ou reler alguns posts, quem sabe.
Antes de embarcar para as férias, porém, volto aqui para falar de um assunto bem importante: adoção.
A blogagem coletiva sobre o tema vai de 10 a 15 de novembro, e está sendo (super)organizada pelo Dácio Jaegger e pela Georgia Aegerter.
Se alguém quiser participar, é só entrar num desses dois blogs e pegar o selo, disponível aqui:
Por que não voltamos daqui – ela propôs – já é tão tarde e o dia está nascendo nos jardins de Monet.
Então é cedo – ele falou – as árvores de leve concordaram e tudo começou numa tela de Turner.
Arrumaram a casa com Peticov e Klee. Cézanne trouxe as frutas, Van Gogh as noites e Klimt erotizou a terra, que logo se dividiu em planos escherianos e pássaros voando em degradês sobre os casais de Schiele.
Egon Schiele.
Picasso entrou em cena no início da guerra. Dali descobria coisas imprevisíveis, mas Munch já habitava suas entranhas. A casa de Jacek fazia água e os personagens de Magritte entraram em cena, meias-luas pairando sobre o chapéu. Passaram a ignorar perspectivas e Chagall subiu no telhado.
Chagall. Violino no telhado.
Desse ponto a Hopper foi pouco mais que um passo e a solidão campeava solta. O mundo se dissolveu, Miró eclodiu e respingou Pollock. Já não eram dois, mas muitos fragmentos, até que tudo ficou mais complicado por Bardinet e Yvette Jullien. Mabe pôs um fundo final na história deles, que nunca mais se viram.
E. Hopper.
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Médicos - na saúde e na doença
É dia deles, 18 de outubro.
Todo mundo tem uma história de médico pra contar.
Algumas são muito boas, trazem um sentimento de gratidão e carinho. Às vezes eles se tornam verdadeiros amigos para toda vida.
Com sorte, algumas especialidades podem facilitar o sucesso e a fortuna, mas isso é para poucos.
Profissionais que conseguem unir prática médica competente e dedicação a seus doentes ficaram um pouco difíceis de encontrar, nestes tempos bicudos em que eles precisam acumular vários empregos e os famigerados convênios se tornaram indispensáveis.
Mas eles existem, com certeza, para nossa alegria.
Das histórias ruins, melhor não falar.
Digamos que hoje é dia dos bons médicos, conceito que pode incluir mesmo aqueles à la doutor House.
Há muitas formas de ser pobre. Há pobreza de espírito, de idéias, de criatividade. Há gente pobre de amigos, de amor, de objetivo na vida.
Tudo isso pode ser remediado, disfarçado, modificado, quem sabe, por uma boa terapia, um curso porreta, um estalo à la Vieira. Um bom encontro, um surto de solidariedade.
Mas aqui se trata da pobreza crua e nua que a gente vê nas ruas, de gente que nem nas favelas pode morar; gente da qual se ouve falar a toda hora e à qual já nos acostumamos tanto que nem nos chama muito a atenção. A pobreza feia, sem saída, geradora de iniqüidade. Aqui se trata de gente sem comida, sem roupa nem casa. Pessoas facilmente usadas, manipuladas, compradas e alugadas por qualquer 2 real.
Aqui se sugerem 88 maneiras efetivas de mitigar a miséria na vida de algumas pessoas. Haverá talvez outras tantas maneiras mais eficazes para o Brasil.
Aqui se trata de gente sem voz nem lugar na sociedade, qualquer sociedade do mundo. De uma pobreza que já varreu qualquer esboço de idéia, consumiu o restinho de alegria e nem deixou crescer alguma matéria de memória que valesse a pena. Ou que talvez tenha deixado a lembrança da sujeira das calçadas da infância, de alguma briga de bêbados, de alguma cena brutal, de algum abuso.
Para esses, a única saída talvez seja a solidariedade. Porque o Estado mínimo só se mexe pra ajudar os mercados financeiros e seus prepostos, os bancos. Porque a tão propalada Revolução passou do tempo e as ideologias - tão bonitas - ficaram na teoria e nas discussões de bar, enquanto eles morrem de fome, doença, desespero, drogas e/ou bebida em excesso.
São pequenos demais para qualquer filosofia, carentes demais para aprender a pescar. Mas são gente como a gente, só que com muito menos sorte.
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Aos mestres com carinho, em seu dia
No Brasil, nem sei se o Dia do Mestre pode ser considerado uma festa.
A eles dedico um desejo intenso de melhores dias, sucesso e prosperidade.
Deles depende o tipo de progresso capaz de levar as pessoas a se realizarem em todos os sentidos. Deles depende que nosso país deixe de ser uma promessa e afinal mostre do que é capaz. Para que nossa gente saia do conformismo, lute por seus direitos, tenha clareza quanto ao que se espera de cada um.
É com eles que se aprende, muito além do b-a-ba e da taboada, o significado de palavras como ética, sensibilidade, solidariedade e cidadania. É com eles que se aprende a interagir com o mundo e a respeitar as diferenças, porque só na escola é que se completa a educação que deve começar em casa. E em nosso caso brasileiro, tantas vezes é preciso substituir a família, despreparada, ausente ou omissa – porque é provável que não tenham passado tempo suficiente na escola ou, de tão carentes, não lhes sobre tempo para os filhos.
O amor prega peças nas pessoas. Quando menos se espera, aquele sujeito que nos parecia tão antipático ou desinteressante revela uma face desconhecida e sem perceber começamos a pensar nele nas horas mais despropositadas, repetimos seu nome sem motivo aparente – motivos se inventam, é fácil – e um dia nos surpreendemos com o coração acelerado e um certo suor a esfriar as mãos em sua presença.
Sabemos exatamente o que estamos fazendo a cada vez que o nome dele vem a nossa mente e a nossa boca. Temos a exata consciência do que está acontecendo, mas fingimos para os outros e para nós mesmos que é casual – que coisa, não sei por que sonhei com fulano essa noite, imagina. Fulano gosta de abobrinha com berinjela, engraçado, não conheço homem nenhum que goste. E a gente até se arvora a fazer uma piadinha de vez em quando, camufla de crítica ou sarcasmo o que é amor novo.
É bom falar o nome de quem se ama, aquece o coração e dá uma agradável coceirinha em outras regiões da anatomia. Fulano tem a boca meio tortinha, não tem não? Ah, tem sim, repara só. Mentira. A boca de fulano é perfeitamente simétrica, até muito bem desenhada, mas é mais seguro achar defeitos que garantam o anonimato do sentimento. Supõe-se, segundo a lógica, que quem vive achando defeitos no outro não pode estar absolutamente encantado por ele. O problema é que a lógica é um instrumento muito frágil para tal instância, não agüenta o tranco, e a partir de certo momento o sentimento fala no olhar, por pequenos gestos impensados, vaza no tom da voz. A lógica, entidade sisuda e discreta pela própria natureza, começa a achar aquilo tudo demais e se recolhe resmungando sob a barraca do segundo plano como uma senhora ranzinza diante de um menino malcriado que teima em não sair do sol, e deixa o sentimento todo iluminado, livre para se espalhar como o mar pela areia.
Chegados a esse ponto, só resta ir em frente. Se fulano notar, se prestar atenção àquela criatura que de uns tempos para cá está sempre visível em todos os lugares e lhe lança olhares tão atentos e se aproxima sem muito motivo para prosear e puxa assunto por qualquer pretexto, é porque também ele, o antipático, o sem-graça, está gostando da brincadeira, e a gente tem a satisfação, entre outras mais intensas, de verificar que estava redondamente enganada quanto ao mau juízo que fazia dele, Deus seja louvado.
Quando resolvemos casar, Dilo e eu sabíamos que nossa vida em comum não seria como a da maior parte dos casais que conhecemos. Não conseguimos imaginar um dia-a-dia de renúncias e submissões, sempre lutando contra para conseguir levar a vida adiante. A gente quer sempre lutar a favor. Já chegam as obrigações de trabalho, as horas marcadas e o corre-corre para comer o tal pão com o suor do rosto (argh!). Por isso combinamos que nossa casa tem que ser arejada, alegre e cheia de sol. Onde cada dia seja realmente novo, onde haja lugar para surpresas e improvisos. No que depender de nós, queremos dar sempre alegria e bem-estar um ao outro.
Para começar, separamos um quarto para o amor e o resto da casa ficou para a amizade, o companheirismo e a solidão, quando der na telha de um ficar sozinho (às vezes é muito preciso, pode acreditar). No quarto, a condição é não duvidar de nada e confiar sempre. Temos uma comunhão universal de propósitos, e a felicidade veio morar com a gente e não parece disposta a mudar de endereço. Cada um diz ao outro as coisas de modo natural e nunca, nunca mesmo, faz com que ele se sinta desrespeitado. E acredita em tudo que o outro disser. Cumplicidade completa.
Não é invenção do machista da dupla, planejando me passar pra trás e pular a cerca sem conseqüências. A maioria das mulheres ainda pensa assim. O trato vale para os dois do mesmo jeitinho. Queremos ficar juntos, é tudo que mais queremos nesse mundo. Mas se entre nós se interpõe a vida com suas exigências inesperadas, somos realistas o suficiente para entender que não há como lhe resistir. A vida é sempre mais forte. Um dia ela nos pega pelo pé. É uma decisão nossa, e pode acreditar que não há cinismo em pensar desse jeito. Não é o que chamam “casamento aberto”, porque não há propósitos. Fizemos um pacto: as coisas têm que acontecer espontaneamente. Eu sei que é difícil de acreditar. Mas enquanto o outro quiser ser acreditado, é sinal de que não desistiu do grande encontro, da cumplicidade total nem do segredo nem de nada. Isso é o que vale para o amor – que a gente ainda se queira acima de todo o resto, seja lá o que for, que cuide um do outro como a coisa mais importante do mundo. Que o amor seja do tipo que traz também amizade e confiança. A gente só acredita em casamento se for desse jeito.
Pode pintar ciúme, faz parte da coisa toda. Não é proibido, é até um bom sinal. Mas não pode ficar solto feito bicho brabo. É parte da gente, tem que ser tratado com carinho pelos dois como um aliado que vai nos levar à reconciliação (quer coisa mais gostosa que se reconciliar?). Depois, não é proibido brigar. É mesmo impossível não brigar nunca, já que, por mais cúmplices, somos dois. Se a gente não tivesse a liberdade de brigar, ia acabar numa camisa-de-força se odiando. Mas está implícito que a liberdade deve valer em todos os casos, e se acontecer o que agora nos parece impossível, mas a experiência diz que pode acontecer – o amor ficar doente ou até morrer – o carinho não morre. É uma delícia saber que, aconteça o que acontecer, seremos sempre amigos, cúmplices e se possível confidentes. Grandes amigos, leais por toda vida.
Quanto ao cotidiano, acontece justamente o contrário: é preciso duvidar sempre, manter as inadequações funcionando e garantir um mínimo de diversão no dia-a-dia. Não creio por exemplo que ele seja capaz consertar o banco do jardim, e faço questão que ele saiba disso. Deixarei que experimente o martelo e os pregos, mergulharei ternamente seus dedos inchados em gelo e, se o pior acontecer, bem humorados jogaremos fora o banco de ripas quebradas que nos terá rendido uma boa história para a próxima reunião com os amigos. Ele não levará a sério minhas tentativas de conseguir um suflê mais leve que o de sua tia Aurora, mas há de prová-lo com gula – e pode rir de mim se eu perder a aposta, porque depois a gente vai se beijar. Seguiremos pelo dia-a-dia fazendo tudo que desejamos sem abrir mão do direito de errar, experimentar e tentar de novo. Caroços no mingau, infiltações no teto, arranhões no carro novo, tudo será superado, mesmo que seja irritante – irritação libera adrenalina, e adrenalina é ótimo pra viver.
Nos casos críticos, como mágoas ou decepções, o segredo maior está em deixar a discussão para três dias depois – passado portanto o momento cabeça-quente, motivo maior das querelas fatais. Depois de frios, os fatos mais desagradáveis podem render boas piadas e se tornar estimulantes. Mas quando não for possível deixar de brigar, se a adrenalina transbordar e invadir o sangue como fogo na pólvora, brigaremos pra valer. Sem agressão física, é claro, mas com licença para exercer raiva explícita e atuante, valendo até quebrar jarras ou copos (menos os do jogo de cristal). Ao contrário do que possam imaginar, tais crises funcionam como poderoso afrodisíaco.
Sabe, mãe, a gente quer se amar, porque é bom demais, e vamos tentar levar adiante nosso plano de vida. Querer reduzir o outro a si mesmo pode estragar tudo. Nossa casa tem que ter espaço para cada um do jeito que é.
Não contamos a ninguém nosso segredo, mas afinal você é nossa melhor amiga e merece partilhar dessa felicidade que inventamos. Isso vai tornar você a mãe bem-amada de um casal feliz.
Muitos beijos e todo o carinho de seus filhos
Lulu e Dilo
PS: Sei que você está pensando em como vão ficar as coisas quando tivermos filhos (que nós queremos e você também, não pense que me engana!). Por enquanto só podemos dizer que tudo que desejamos para eles é que aprendam a amar com a gente. O resto se ajeita. Santo Agostinho disse “ama e faze o que quiseres”, não disse?
Hoje, 5 de outubro, faz anos minha amiga Amélia Pais, que mora em Lisboa, mas que "vejo" quase todos os dias por e-mail. Amélia é uma dessas pessoas de rara generosidade, conhecedora profunda da língua portuguesa e da literatura, que graças à Internet divide com o mundo seu saber e suas alegrias. É dela a foto acima, uma das muitas em que divide com os amigos as belezas que encontra em suas andanças por sua terra e pela Europa.
Desejo a ela toda a alegria do mundo, felicidade para o novo ano e sempre a partilha dessa amizade querida.
Beijos, Amélia, e parabéns!
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Mas hoje é dia de dupla festa, porque também faz anos a amiga mais constante e dedicada que fiz na web - a NANDA do Idade da Pedra!
Nem sei explicar a sorte que tenho tido com amigos desde a hora em que resolvi abrir o Umbigo do Sonho! Nanda foi a primeira e desde então ficamos unha e carne, ela com o bom humor e o carinho que a caracterizam, sempre com uma boa lembrança, um carinho e uma certeza de que lá em Recife existe alguém assim tão bacana e que ainda vou conhecer de perto!
Parabéns, Nanda querida, tudo de bom, muita alegria em sua vida e um novo ano de pura felicidade!