Adelaide Amorim é carioca por
nascimento e convicção.
Ser escritor ou exercer alguma
arte no Rio é quase uma conseqüência natural, pela beleza das paisagens, da
arquitetura, pela riqueza e pluralidade das pessoas que a habitam. Ser
carioca é por si só uma experiência estética - um tipo de experiência que
não se vive impunemente.
Umbigo do Sonho reúne contos meio fora de tom:
histórias um pouco estranhas, personagens esquerdos, visões francamente
oníricas ou narrativas que às vezes sugerem mais do que positivam um
acontecimento. Tem aquela gratuidade meio abusada dos sonhos. Sonho não se
explica, mas deixa de alguma coisa que está aquém das palavras e mesmo assim
se insinua na memória como um resto. Complicado? Que nada. Freud explica.
Como se livrar de Glória? Se é verdade que
quase todo mundo tem uma Glória em sua vida, também é verdade que quase todo
mundo tem uma Glória dentro de si: um ponto de tensão, o inadequado, o
momento contraditório do que não se queria ser ou dizer, e que no entanto
existe e é dito. Aquilo que não sai bem na foto. Glória é o que está conosco
e é contra nós.
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ONDE ENCONTRAR:
No Rio de Janeiro
- Livraria Leonardo Da Vinci Av.Rio Branco, 185 - subsolo
Ed.Marquês do Herval - Centro - Rio
No Paraná
- Livraria Bom Livro Londrina
Em Ouro Preto
- Livraria Estoque das Artes Rua Getúlio Vargas - Bairro
Rosário
Em Mariana
- Livraria Crisálida
Praça Gomes Freire, 116, Centro
Não cheguei a conhecer pessoalmente Paulo Alberto Monteiro de Barros, ou Artur da Távola, como ficou mais conhecido. Meu marido viajou algumas vezes com ele, e conta que sua presença confirmava a excelente impressão que sempre tivemos da imagem do político, ótimo cronista, entendido de música e homem de cultura. De boa conversa, era simples, fino e sem pose nenhuma. Em nossa sociedade fixada na celebridade e na fama, não é pouca coisa. Mas não é tudo.
Leio as homenagens de escritores, pensadores, gente da sociedade, colunistas e pessoas que conviveram com ele; mesmo de longe, percebo a dor da família e dos amigos mais próximos. Tudo confirma a simpatia que sentia por ele há décadas, lendo suas crônicas nos jornais que meu pai assinava, e que foi se confirmando por sua atuação como parlamentar, senador, presidente de partido e, por fim, afastado da política (o que, em certos casos, costuma ser manifestação de integridade). Acompanhamos seu percurso na TV Senado, com um dos melhores, talvez o melhor, programas de música erudita que ele conduzia de modo didático sem ser chato, sensibilizando os ouvidos ainda “duros” e explorando os recursos dos bons vídeos escolhidos, mostrando particularidades dos instrumentos, dos regentes e das partituras.
Havia uma forma de amor nas coisas que vi Paulo Alberto fazer na vida, uma vida mais rica do que a da maioria dos homens públicos que conhecemos. Deixou o sentimento de termos perdido um grande amigo, alguém por quem tive uma enorme estima, embora nunca tivéssemos trocado nem duas palavras. Artur da Távola nos deixou uma sensação tão boa que é quase um presente.
Coisas que a vida ensina depois dos 40
Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
O que até então lhe parecera segurança não passava de momentos esparsos. Amostras do que poderia ser, mas nunca seria completamente. Pressentir a velhice nesse mesmo dia foi esclarecedor - como também imaginar que essa fase ainda estava longe, quando sabia que (sempre os subterfúgios, os pensamentos impuros da procrastinação) se fosse adiável, se ela conseguisse andar para trás no tempo -, ardis do desejo. Tanta lucidez lhe fazia mal; preferia o momento e a crueza de estar vivendo aqui e agora, onde se incrustava em seu próprio contorno, que era só seu e confiável, tudo que possuía e podia afirmar a seu próprio respeito e neste exato momento se impunha sobre todas as paisagens, climas ou estados. Era ela-mesma firmando sua tardia silhueta contra o mundo. Ela-mesma, que até então se escondera em um nevoeiro, escamoteada em ótimos álibis que todo mundo aceitava. Neste momento, no seguinte e no seguinte ao seguinte, não queria mais álibis nem falsos cúmplices. Sabia até que não se libertaria de toda dependência, que era impossível - sabia afinal que nada seria para sempre.
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Vale a pena ler a reflexão do Ery Roberto, no post de hoje do Infinito Positivo. Ery sempre vale a pena. Mas há dias em que a gente fica mais inspirado ainda, e hoje foi um desses dias.
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Moacy Cirne, esse querido, publicou meu Retrato no Balaio. Obrigada, Moacy, fico toda prosa. Um beijo.
Mãe não é tudo igual. Além do endereço, têm muitas outras diferenças.
Também não é uma só. Está provado que se pode ter duas e até três mães, e das boas, o que é uma sorte fora do comum. Mas pode acontecer. Maternidade tem seus segredinhos, cada mãe conhece os seus.
Dia de flores, carinho e alegrias para todas as gerações,
de todos os tipos
próximas e distantes
de hoje e de ontem e anteontem.
Dora Vilela. Descaminhos. Rio de Janeiro: CBJE, 2007.
Imagem sem menção de autor.
Logo ao primeiro contato com os versos de Dora, no blog Pretensos Colóquios onde a conheci, chamou minha atenção a consistência de seu trabalho. A formação em literatura transparecia nas composições. Não que fosse formal no sentido mais antipático da palavra, longe disso. Dora escreve com a espontaneidade de quem sabe o que está fazendo. Seus temas no entanto são tratados com mão de mestra, que afinal é o que ela é: pós-graduada em literatura, com especialização em língua francesa. Talvez daí venha a música que percorre seus poemas. Ou não.
Dá pra imaginar que Dora é uma pessoa musical. Essa impressão se reforça quando ela confessa, em “Perseguição”:
meus versos são sombras
que me seguem passo a passo
...
sopram-me tolas cantigas,
jamais se aquietam
segurando-me pelos ombros
no primeiro canto de galo
que desperta minha manhã.
A musicalidade de Dora conduz um autoconhecimento amadurecido, expresso com a contenção que de certo modo vem balizada pela dedicatória e atravessa todo o livro. Isso não impede o lamento, como em “Balada”:
...
e minha dor não cabe
em verbete nenhum,
é única e criada
à maneira exclusiva
da dona que tem.
Ou no ótimo “Refinamento”:
saudade do simples fogo
que hoje não me aquece
e cheia de mimo
exijo requintes
de lareira e vinho.
Descaminhos é também um livro feminino. Não que seus poemas tragam algum traço que os categorize como coisa de mulher, mas com certeza são marcados pelos traços que caracterizam muitas obras escritas por mulheres – a visão de mundo que se traduz por imagens familiares, a sensibilidade aguçada das miudezas do cotidiano, as mutações por que passam os afetos provados pelo convívio prolongado, a consciência muito aguda do que se perdeu e do que se ganhou pelas escolhas feitas, quando era preciso decidir o rumo a dar à própria vida.
Alguns desses fenômenos, tipicamente femininos, são responsáveis pela antiga polêmica sobre livros de gênero, que alguns teóricos ainda defendem intransigentes e outros negam quase com indignação. Não entro na discussão, que me parece bizantina. O fato de ter sido embarcadiço ajudou Rimbaud a compor Le bateau ivre; Drummond escreveu afetado pela rotina burocrática vivida durante seu tempo de funcionário público; Bandeira refletiu em versos sua experiência de tuberculoso. Manoel de Barros escreve boa poesia falando de pedras, barro e lesmas sem querer torná-los sublimes no sentido kantiano da palavra, porque sua experiência dessas coisas é um fato de vida, um dado de realidade que ele é capaz de reinventar como a marca de sua arte. Assim como a realidade adversa que atingiu Gullar, na guerra suja da ditadura no Brasil, produziu o Poema Sujo, escrito no exílio.
E se a maioria das mulheres despende grande parte de seu tempo de vida em família, cuidando de problemas domésticos e convivendo com um marido e filhos, por que isso não se refletiria no que elas escrevem? Não é por ser mulher que Adélia Prado fala de uma vida “pequena” de dona-de-casa do interior – a vida que ela tem vivido – e a transforma num maravilhamento de poesia: é por ser poeta que consegue isso. E não é por ser mulher que Dora escreve seus poemas – para nossa alegria, são os poemas que escrevem a Dora que conhecemos mais de perto.
Houve tempo em que se acreditava que a internet ia matar o livro, pondo o texto ao alcance dos olhos sem custos adicionais nem procura pelas livrarias. Isso não aconteceu até agora e, mesmo sem qualquer estatística à mão, arrisco um palpite de que não vai acontecer nunca. São coisas diferentes. Quem gosta de ler vai também à internet procurar textos que não encontra à venda ou se vale de sites de pesquisa para complementar um ensaio ou coisa que o valha. Mas as editoras continuam na ativa e são cada vez mais numerosas; até os sebos, reais e virtuais, falam da permanência do livro impresso – aquele objeto simpático que a gente alinha nas estantes e tem o gostinho de folhear, ler ou reler nas horas em que consegue um pouco de solidão e silêncio propício.
Ler no monitor pode ser bom, mas ter um bom livro nas mãos numa poltrona gostosa, numa rede ou na cama é um privilégio. Sem falar que uma leitura muito demorada na telinha deixa os olhos ardendo, além de provocar sono, talvez uma defesa natural contra a luz forte demais.
Um blog fala instantaneamente com um mundo de pessoas de qualquer lugar do mundo; comenta e é comentado, é lido por gente amiga ou não, leitores habituais ou adventícios, e isso é ótimo para testar o grau de comunicação dos textos e afinar os interesses que levam alguém a escrever. Mas é também um processo fugaz – a vida de um post é muito breve, por melhor que seja. Com raras exceções, ninguém volta no tempo para ler posts antigos; se perdeu, tá perdido. Como diz uma amiga minha, “um blog é um livro que se lê de trás pra frente”.
Ao menos no que tenho podido observar, quem faz um blog de escrita própria e se exercita no ofício, quer na verdade lançar um ou mais livros com seu trabalho. Blog está pra livro assim como show está pra cd ou dvd. Blog tem seu dia de sapo que vira príncipe. A gente não quer só um blog, a gente quer um livro de papel e letras, diria o Tim. Blog é amostra, prova, pontinha do iceberg. Sinal de desejo.
Tenho aqui uma pequena biblioteca de autores blogueiros. De alguns deles tenho resenhas prontas, publicadas no falecido Condomínio Brasil, da Esther Maria, e no Primeira Fonte, da Ana Laura Diniz, que anda fora do ar por motivos técnicos. Essas resenhas vão virar posts aqui no Umbigo, e outras mais virão por aí, porque os blogueiros-autores são muitos e bons. Me aguardem.
Hoje de manhã, quando descia para o trabalho, vi Kafka de pé num ponto de ônibus. Vestia um terno marrom escuro, paletó aberto, e uma gravata com toques castanho-dourados que lhe caía muito bem, um pouco agitada pelo vento. Olhava o mundo e o trânsito com a mesma cara que a literatura imortalizou, com menos gomalina nos cabelos. E imagino que agora terá tantos motivos de inspiração que talvez desista de escrever, porque a realidade já lhe tomou a frente, tendo-se tornado trivialmente mais kafkiana do que ele.
Amanhã, dia 17 de abril, faz anos nossa amiga Yvonne Dimanche, do Bloggente, que anda em recesso (o blog, não a Yvonne).
Yvonne é uma boa amiga, gente boa toda vida. Desejamos a ela e a toda a família sorte, felicidade e muita saúde.
Beijos de aniversário, querida!
ao som de chet baker comecei a entender
o quanto a vida
pode doer
Dia 16, quarta-feira próxima, às 17 horas, vai ser lançado o livro Tijuca em Crônicas, que reúne os textos escritos durante a oficina do mesmo nome acontecida no Sesc Tijuca, de março a maio do ano passado. A oficina foi orientada por Flávio Corrêa de Melo, da equipe da revista Bagatelas, que estará na mesa do lançamento junto com o escritor João Paulo Cuenca, a historiadora e estudiosa do Rio, Lili Rose, e a coordenadora do setor de literatura do Sesc, Ana Maria.
Participo do livro com três crônicas.
O endereço é Sobrado Cultural, à rua Gonzaga Bastos, n. 312, na Vila de Noel.
"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King
Recebi de uma amiga e gostei do artigo.
Herdeiro improvável de Martin Luther King Helena Tecedeiro
Aniversário. Quarenta anos após o assassínio de Martin Luther King, Barack Obama é apontado como o herdeiro do líder dos direitos cívicos dos negros. Mas, mesmo que o senador do Illinois chegue à Casa Branca em novembro, parte significativa da comunidade negra continua a viver isolada nos Estados Unidos
Quando o tiro disparado por James Earl Ray atingiu mortalmente Martin Luther King na varanda do motel Lorraine, em Menphis, Tenessee, a 4 de Abril de 1968, Barack Obama tinha seis anos. Acabara de se mudar com a mãe para a Indonésia, terra do padrasto, e freqüentava uma escola islâmica. Mas 40 anos após a morte do pastor, rosto da luta pelos direitos cívicos dos negros americanos, o senador do Illinois é apontado como seu herdeiro. Filho de um queniano e uma americana, Obama não será o típico afro-americano descendente de escravos, mas pode estar prestes a cumprir parte do "sonho" de King se conquistar a Casa Branca.
"Quando vimos 42 afro-americanos no Congresso e Barack Obama a liderar a corrida democrata à Casa Branca, percebemos que é parte da terra prometida por detrás do cimo da montanha", disse Jesse Jackson ao Guardian.
O ativista dos direitos cívicos dos negros estava com King quando este foi baleado em Menphis. E foi ao último discurso do pastor de Atlanta - no qual este dizia ter visto "a terra prometida" da igualdade por detrás da montanha - que Jackson se referiu para manifestar o otimismo em relação à candidatura do senador do Illinois. O homem que tentou a presidência em 1984 e 1988, garante: "Ver homens a votar em Hillary Clinton e brancos a votar em Obama é assistir ao renascimento da América."
Apesar de Jackson ter afirmado que Obama "concorria como se fosse branco" no início da campanha, veio entretanto apoiar o senador que lhe agradeceu ter desbravado o caminho.
Se a visse hoje, Martin Luther King teria dificuldade em reconhecer a América negra. Além de Obama poder chegar à presidência, há negros à frente de dois estados (Deval Patrick no Massachusetts e David Patterson em Nova Iorque) e de algumas das maiores cidade dos EUA, como Washington, Filadélfia ou Atlanta. Um feito se tivermos em conta que o primeiro mayor negro foi eleito em 1967 e apenas possível graças à luta de King.
O Nobel da Paz 1964 ganhou visibilidade ao liderar o boicote aos autocarros de Montgomery, a cidade do Alabama onde ministrava em 1955 quando a costureira Rosa Parks recusou dar o lugar a um branco. Mais de um ano de protesto levou o Supremo Tribunal a declarar inconstitucional a segregação nos autocarros. Uma vitória que lançou o pastor para a frente do movimento pelos direitos cívicos, que liderou com base na não-violência. Em 1963, King disse às 250 mil pessoas reunidas em Washington: "Tenho o sonho que um dia os meus filhos vivam num país que os julgue pelo carácter e não pela cor da pele."
Uma mensagem de união que ecoou no discurso que Obama proferiu há dias sobre raça. Pressionado devido às declarações do seu pastor, o senador garantiu: "Não sou ingênuo ao ponto de acreditar que uma eleição acabará com as divisões raciais. Mas, se trabalharmos juntos, podemos ultrapassar as feridas do racismo". E os americanos estão com ele. A começar pelos brancos. Uma sondagem CNN revelou que 72% acreditam que os EUA estão prontos para um presidente negro, contra 61% dos negros.
A igualdade, essa, ainda está longe. Igualdade com os brancos e entre negros. Se os direitos adquiridos desde a morte de King abriram as portas da política aos negros e ajudaram uma classe média educada a subir na vida, houve uma camada da América negra que foi deixada à margem do progresso e da lei.
Um quarto dos 40 milhões de negros americanos são pobres (comparado com 12,6% do total da população). Em cidades como Los Angeles, Nova Iorque ou Chicago, bairros de maioria negra degradaram-se. Drogas, desemprego e violência entre gangues fazem parte do dia-a-dia. Educados neste ambiente, sete em cada dez negros deixam a escola antes de terminarem o secundário. Quando foi assassinado, King acabara precisamente de discursar sobre disparidades económicas; um problema que dominou os últimos anos da sua luta.
No DN de Portugal.
Para Charles Steele, o presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, criada por King em 1957, "a América ainda é racista. Está enraizado no sistema". E ressurge. Como aconteceu em Jena, a cidade da Luisiana onde um aluno negro foi julgado por tentativa de assassínio após envolver-se numa luta com um colega branco. A tensão racial no liceu de Jena subira após terem aparecido três cordas penduradas na árvore do pátio - símbolo usado pelos supremacistas brancos do Ku Klux Klan. O caso levou 20 mil pessoas às ruas, num protesto a recordar que a luta pela igualdade não terminou.
O que você espera do mundo?
O que o mundo espera de você?
O que você espera de você?
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Imagem Gropper. Políticos.
Existe gente mais cínica do que político?
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O que será que aconteceu comigo?
Contra a taxa do telefone fixo
Vamos dar uma força e apoiar o Projeto de lei de nº 5476, que prevê o cancelamento da taxa do telefone fixo. Ligue para 0800619619, espere o atendente e vote. É direito nosso. Nada justifica essa taxa.
Foto do site Zozia Zija Photography, de Jacek Karaszewski.
E durante a aula de religião em que liam o livro da Gênese, ela percebeu junto com Eva que estava nua e sem a folha de parreira. Impossível destravar a confusão daquele momento, e antes de entender o que se passava percebeu que havia tanto, mas tanto a descobrir que ela seria obrigada a viver refazendo, reconstruindo, recomeçando o que até então lhe parecia indestrutível. Percebeu com grande choque que tinha sido preparada para nunca chegar a lugar nenhum. Olhou a sala, as colegas, o professor, e sorriu. Expulsa do Paraíso, enfim, e começando a viver.
Criações da Aninha Pontes para o inverno que vem aí Patica Modas
Ana é uma fofa e uma boa amiga.
Veja o selo aí ao lado.
Gosto de ser livre para mudar de idéia. Precisamos suspeitar das certezas que nos atormentam e nos afastam das pessoas. Não são certezas, são restos – melhor jogar fora.